Presidentes da FBTF e do SINTREFUTRJ defendem Zé Ricardo após cobrança de torcedores

Enquadrado por torcedores do Vasco quando rumava para Chapecó, onde o Vasco enfrenta a Chapecoense pela Série B do Campeonato Brasileiro, o técnico Zé Ricardo recebeu apoio do Sindicato dos Treinadores de Futebol Profissional do Estado do Rio de Janeiro. A entidade emitiu nota de apoio.

“Entendemos que tal atitude foi de violência psicológica e de intimidação ao treinador. É urgente que as autoridades competentes de âmbito do futebol e de segurança pública tomem providências diante do fato ocorrido, como também, tratem das medidas preventivas para que situações semelhantes não se repitam”, publicou o sindicato, em documento assinado por Andrea Karl Fernandes, Presidente do SINTREFUTRJ.

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Presidente da Federação Brasileira dos Técnicos de Futebol, o ex-meio-campista Zé Mário disse ao blog que, como entidade, a FBTF precisa agir de acordo com a diretoria, seus filiados e de acordo com os advogados. “A FBTF está em conversa permanente para ajudar a resolver essa situação”, assegura.

Após os momentos de tensão vividos pelo treinador vascaíno, o dirigente da entidade que congrega técnicos disse o que faria se estivesse naquela situação. “A segurança no lugar do trabalho é obrigação do empregador. Faz parte da lei trabalhista. Eu pessoalmente entraria contra o Vasco no tribunal do trabalho, filmaria os torcedores e faria um BO os denunciando. Isso eu individualmente. Por muito menos, fiz um BO contra um chefe de torcida que ameaçou a minha família e a mim”, conta Zé Mário.

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O blog tentou contato com o presidente do Vasco Jorge Salgado, para saber se o clube tomará medidas e por que os profissionais estavam tão expostos no embarque para a cidade catarinense. Até a publicação desse texto não obteve resposta. Abaixo, a íntegra da nota emitida pela entidade sindical.

O Sindicato dos Treinadores de Futebol Profissional do Estado do Rio de Janeiro vem a público manifestar solidariedade ao treinador José Ricardo do C R Vasco da Gama que foi abordado de maneira ríspida por um pequeno grupo de torcida organizada.
Entendemos que tal atitude foi de violência psicológica e de intimidação ao treinador.
É urgente que as autoridades competentes de âmbito do futebol e de segurança pública tomem providências diante do fato ocorrido, como também, tratem das medidas preventivas para que situações semelhantes não se repitam.
O futebol é tido como a paixão nacional do povo brasileiro, tornando-se um fenômeno social.
Por analogia, a torcida representa o 12° jogador em campo, tamanha é a sua influência na realização do jogo. Contudo, não podemos aceitar que essa paixão se torne passional, colocando em risco a integridade física dos treinadores e da própria torcida.
É dever de todos nós que fazemos parte do contexto do futebol zelarmos pelo bem da modalidade.
O SINTREFUTRJ está a serviço dos treinadores e treinadoras de futebol de todas as divisões e categorias, inclusive, dos que ainda, não estão filiados, e não medirá esforços para defender os direitos dos seus profissionais.
Atenciosamente,
Andrea Karl Fernandes
Presidente do SINTREFUTRJ.

Fonte: Coluna Mauro Cezar Pereira – UOL

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