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Com aumento de receitas acima do previsto, Vasco fica mais perto de autossustentabilidade

O balanço financeiro só deverá ser divulgado dentro dos próximos dois meses, mas o Vasco já tem uma certeza: houve aumento no número de receitas. O clube tem se organizado para chegar em 2026 pronto para andar com as próprias pernas, sem os aportes da 777 Partners.

Principalmente com as transferências de Gabriel Pec ao LA Galaxy e Marlon Gomes ao Shakhtar Donetsk, o Vasco superou o que havia sido previsto em vendas de jogadores, por exemplo. Dessa forma, o lucro líquido dessas negociações (ou seja, a diferença entre o que o clube projetou e o que recebeu) pôde ser 100% reinvestido em contratações.


A 777 ainda precisa depositar dois aportes para garantir os 70% das ações da SAF. Serão R$ 270 milhões em 2024 e R$ 120 milhões no ano que vem. Depois disso, contratualmente a empresa não terá mais obrigação de colocar dinheiro no Vasco.

A partir de 2026, a SAF terá que ser autossustentável, com metas a serem alcançadas no futebol. A principal delas: uma performance com metas de classificação e títulos nacionais e internacionais estabelecidos em contrato; ou possuir um dos cinco maiores orçamentos do futebol brasileiro.


Nos bastidores, a SAF no momento tem a confiança de que clube vai ter força para andar sozinho e que estar entre os cinco maiores orçamentos do futebol brasileiro não será problema.

O plano é aumentar cada vez mais as receitas do clube, seja com bilheteria (por isso a importância do Maracanã), programa de sócio-torcedor (o Vasco não está no top-5) ou patrocínio. Recentemente, a SAF separou as áreas de marketing e comercial, que antes eram geridas juntas. Isso vai ajudar na captação de dinheiro, como por exemplo patrocínio máster – o clube conversa com algumas empresas no momento para dobrar o valor recebido pelo espaço principal da camisa.

Antes da SAF, por exemplo, praticamente não havia controle do dinheiro que saía e entrava no clube. Agora, tudo precisa ser registrado, até a simples compra de uma caneca: “Parece bobeira, mas é algo que as grandes empresas fazem. Nosso planejamento já está em 2040”, revelou um funcionário do Vasco.

Uma das medidas que foram tomadas com a chegada da SAF foi a de comprar computadores para os funcionários não precisarem usar equipamentos pessoais na empresa. Antes era assim, e eles levavam todas as informações com eles quando saíam do clube: “Aí chegava um novo funcionário, tinha que começar tudo do zero”.

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Escritório do Vasco na Barra da Tijuca — Foto: ge

Hoje, tudo funciona em um fluxograma aberto entre as áreas e com armazenamento em nuvem, de forma integrada. Assim, há um controle completo sobre o dinheiro que o Vasco tem a pagar e a receber – algo que não havia antes.

No ano passado, o Vasco vendeu os jogadores Andrey Santos, Pedro Raul e Eguinaldo, que, somados, renderam mais de R$ 110 milhões. Em 2024, o clube também arrecadou um bom dinheiro com a saída de Gabriel Pec e Marlon Gomes.

As vendas do atacante e do meia para o LA Galaxy e Shakhtar Donetsk, respectivamente, foram fechadas também em mais de R$ 110 milhões. Isso antes do início da temporada. As transações já superaram a projeção do Vasco relacionada à venda de atletas em 2024.

Fonte: ge