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Marlon Gomes será desfalque para os próximos jogos do Vasco; veja

A notícia não poderia ser pior. O destaque da vitória sobre o Tombense no último sábado, Marlon Gomes, deve voltar aos campos somente em setembro. O clube divulgou o resultado da ressonância feita com o atleta e a tendência é de um prazo maior de recuperação que o desejado pelo torcedor.

Depois de um primeiro tempo muito bom, com direito a participação no gol de abertura do placar de Andrey e um segundo gol lindo, Marlon sentiu a perna no início do segundo tempo e acabou substituído. “Eu senti estourar”, disse o jovem meia aos médicos no banco, segundo relato do repórter do première na transmissão. Animado pela ótima partida, Marlon declarou depois do jogo que estava mais confiante e que a dor havia diminuído. Mas hoje veio a notícia que o clube divulgou em nota oficial.


”O atleta Marlon Gomes saiu do jogo diante da Tombense, no último sábado (13/08), sentindo dores na posterior da coxa esquerda. Devido os sintomas, foi feita uma ressonância magnética que evidenciou lesão no músculo semimembranoso. Tão logo iniciou fisioterapia junto ao DESP no domingo (14). De acordo com os sintomas serão estabelecidas as próximas etapas de tratamento.”. Prazo de recuperação? Razões da lesão?

A lesão foi grau dois e apesar de não ser oficial, a tendência é de pelo menos 20 dias fora, o que retira o jogador dos confrontos do nordeste contra CSA e Bahia e muito provável contra o Guarani. Se tudo correr bem, somente contra o Grêmio no dia 10 ou dia 17 contra o Náutico, Marlon estaria a disposição. O músculo atingido não é dos mais complicados e ele já iniciou o tratamento. É questão de dar tempo ao tempo. Uma ausência sentida de um talento que surge e que é refém de um clube sem estrutura.


Fomos entender a razão para uma lesão tão precoce e as explicações são básicas. O nível de intensidade de um menino de base sem condicionamento ideal é muito menor que no profissional. Marlon corria 8 km no sub 20 e agora corre 12km. Um profissional que trabalha na formação do clube nos afirma que a rotina de pouca estrutura paga estes preços. “Os meninos chegam de manhã e tomam café. Logo em seguida pegam um ônibus por uma hora até o Artsul ( local de treinos da base cruzmaltina ) e não tem um reforço alimentar posterior. Isso pesa e muito na recuperação de médio e longo prazo de todos e a tendência é mais lesões ocorrerem porque esta transição física é prejudicada”, afirma. Mas ha uma esperança grande num novo momento com os investimentos da Saf.

”Anima muito saber que o CT de Caxias será referência e poderá abrigar num dia completo tudo que o atleta precisar. Investir em estrutura é tão ou mais importante que investir em jogadores. Material humano para orientar estes meninos e um centro de treinamentos funcional irão fazer o Vasxo ser ainda mais forte. Se sem isso já há esta quantidade de talentos, imagina com estrutura. A genética hoje destes garotos é que salva”, concluiu este profissional que trabalha na base Vascaina.

Fonte: Site atenção vascaínos