Advogado de Leven criticou um ‘oba-oba’ sobre a venda da SAF ao Redação SporTV



Na manhã desta quarta-feira (02), o advogado Leven Siano, participou do programa Redação SporTV. Exercendo seu direito de resposta concedido pelo Grupo Globo, após declarações do jornalista Rodrigo Capelo.

Ele deixou claro seu descontentamento com o acordo do Vasco com a 777 Partners. Inicialmente, Leven pediu mais detalhes da diretoria sobre o que está previsto no contrato, citando o empréstimo de R$ 70 milhões e remuneração para o quadro social.

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– Nominalmente não quer dizer que sejam R$ 70 milhões. A operação pode gerar isso, o aporte pode vir, não sei se veio financiado pelo próprio Clube. Precisa esclarecer se o parceiro poderá distribuir dividendos para si, ou retirar alguma remuneração como uma taxa de administração antes dos aportes serem feitos porque nesse caso quem estaria financiando seria a própria SAF do Vasco. Além do que, se os recursos são da SAF e ainda que não venham dela, vão para a própria, você não está remunerando o quadro social.

Posteriormente, o advogado criticou um ‘oba-oba’ existe sobre a venda da SAF, o que, na sua visão, está limitando o debate somente para os valores envolvidos e deixando os termos do acordo para segundo plano. Ele fez um apelo para que o Vasco se abra em relação aos detalhes, para que os envolvidos conheçam melhor o projeto, e citou que a transformação não é unanimidade.

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– Existe uma remuneração do quadro social pela venda dos ativos que pertencem aos sócios. Existe, no momento, pouca informação e muito oba-oba. Está se fazendo um esforço enorme para se fazer um marketing da venda como se fosse a melhor coisa, o melhor negócio possível para o Vasco sem mostrar ao quadro social, aos próprios conselheiros, quais são os termos e condições dessa contratação, que segue com uma série de especulações. Acordamos entendendo que era R$ 1,7 bilhão, o próprio [Rodrigo] Capelo corrigiu dizendo que não era, e sim R$ 700 milhões – afirmou Leven, que completou:

– Então, existe uma série de informações desencontradas que o quadro social resiste a isso. Não há uma unanimidade, como houve no Botafogo e no Cruzeiro, inclusive tem uma manifestação marcada em São Januário para 5 de março para protestar contra essa forma açodada que está sendo imposto a SAF no Vasco e existe um direito do quadro social de participar desse debate e de entender exatamente o que a diretoria está propondo porque, até o momento, preferiu ir aos jornais e imprensa para divulgar dados que não são concretos porque ninguém tem o contrato, esses termos ninguém conhece, do que debater de forma democrática com o quadro social.

No mês passado, o Vasco anunciou um acordo com o grupo norte-americano para a venda de 70% da SAF por R$ 700 milhões. Porém, o projeto ainda precisa ser votado por conselheiros e sócios para que entre em prática. O primeiro aceno positivo foi que o valor adiantado pela 777 Partners, que chega inicialmente como empréstimo-ponte, teve uma boa aprovação no Conselho Deliberativo.

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Fonte: Vasco notícias